quinta-feira, 20 de junho de 2013

Desanimados, desiludidos e estropiados: sobre coordenadores e diretores

Tenho observado ao longo dos anos que aqueles que dirigem e coordenam as escolas do ensino público estadual de São Paulo advém de setores um tanto quanto dramáticos do quadro docente: aqueles formados por desanimados, desiludidos e "estropiados". Entendam-me, por favor, pois eu não faço um juízo de valor sobre os motivos pelos quais alguém se desanima ou adoece no âmbito dos trabalhos docentes. Pelo contrário, me solidarizo, pois sei o quanto as saúdes física e mental se esgotam diante da precariedade das condições de trabalho oferecidas pelo Governo do Estado de São Paulo para os profissionais da Educação. Lamento, entretanto, que posições tão estratégicas para o desenvolvimento de uma escola como uma instituição de aprendizado sejam rifadas para os indivíduos que pouco ou nada têm a oferecer para estas áreas para as quais estão sendo "remanejados". Parodiando, é como se pegássemos de um time de futebol os jogadores mais desmotivados e doentes e os colocássemos para desenvolver as funções de técnico e presidente do clube. Diante desse quadro, a habilidade dos melhores jogadores cairia por terra.
Com isto, quero sugerir que além dos problemas tradicionais que todas as escolas possuem, assistimos também gestões absurdamente desmotivantes das Escolas Estaduais. Talvez seja por isto que o ânimo e a criatividade sejam elementos encontrados apenas nos docentes que estão a pouco tempo desenvolvendo suas funções. É preciso obter o melhor que cada um pode oferecer no que diz respeito aos membros inseridos nos quadros educacionais. É indispensável, portanto, profissionalizar coordenadores e diretores, tal como ocorre em redes de Ensino sérias, tal como o SESI. Enquanto isto não ocorre, o jogo continua...







terça-feira, 18 de junho de 2013

Risos educacionais!

Para quem acha que bomba atômica mata japonês, observe o ofício abaixo o genocídio do português!
Post curto e absurdamente crítico. É difícil exigir de quem tem pouco a oferecer!

domingo, 16 de junho de 2013

Democracia brasileira: a ditadura da maioria - sobre a consciência e educação.

O Brasil viveu em uma ditadura militar de 1964 até a primeira metade dos anos oitenta. Durante este período, muitas consciências foram "construídas" a respeito da conquista da liberdade. No entanto, a luta não alcançou todos os setores da sociedade. De qualquer forma, o Brasil tornou-se uma "democracia" em 1985. O grande problema encontra-se no fundamento indispensável para a instalação dessa forma de exercício do poder: a consciência do papel de cada um em um sistema pautado na liberdade. Como sabemos, a liberdade é um atributo que não pode ser desatrelado da autonomia. Com isto eu te pergunto: o que as pessoas têm feito com a liberdade alcançada na base do sangue? Estas pessoas de fato têm autonomia?Bom, pelo que eu tenho observado, a liberdade democrática no Brasil serve para:
- Fazer uso público das coisas que deveriam ser privadas. Refiro-me às depravações de "O Pânico na Tv", do Funk tocado em qualquer lugar com palavras e danças que têm cabimento apenas em lugares íntimos. Nesse item, soma-se o carnaval, a parada Gay e tanta outras coisas.
- Votar ou apoiar politicamente em troca de favores - eleições no Brasil é sinônimo de relações corruptas ente políticos, empresas e eleitorado.
- Votar em qualquer um, mesmo que ele seja mensaleiro, ou um evangélico alienado (para não dizer EVANJEGUE) que quer fazer de um país um templo dedicado à sua fé!
- Fazer do Brasil o país do futebol e do carnaval, ao invés do país da educação, da saúde, do respeito com as pessoas portadoras de necessidades especiais ou referência no trato com as pessoas da terceira idade.
A DEMOCRACIA QUE VIVENCIAMOS HOJE NÃO É O GOVERNO DO POVO, TAL COMO ETIMOLOGICAMENTE PODERÍAMOS CONCEBER ESTE SISTEMA DE PODER. TRATA-SE APENAS DA DITADURA DA MAIORIA ALIENADA SOB AQUELES QUE ENXERGAM UM HORIZONTE DE DESMANDOS, CORRUPÇÕES, DESGOVERNOS E IMPUNIDADES NO TRATO DO NEGÓCIO PÚBLICO. Nesse caso, a forma como o Sr. Geraldo Alckmin tratou as manifestações, assim como a maneira como a polícia agiu, diante das ordens que recebeu, bem como a forma como PARTE dos manifestantes agiram, só demonstram o despreparo intelectual que temos para esta liberdade. Falta autonomia. Esta autonomia somente será conquistada com uma educação séria, seja ela formal ou não.