No dia vinte e dois de abril de dois mil e treze a Apeoesp, sindicato que representa os professores da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo, anunciou o início de uma greve, fruto de uma assembléia marcada pelas traumáticas brigas por espaço na liderança sindical. Longe de ser um mero incidente, esta "pequena querela" nos denuncia uma imobilidade reinante no seio classe docente. Divididos em diferentes categorias, disciplinas, faixas de evolução, etecétera e etecétera, o único consenso existente entre os professores é o de algo precisa ser feito contra a precarização das condições de trabalho e subsistência da classe. No entanto, o impasse surge no que diz respeito às formas de consecução das exigências pleiteadas: de um lado situam-se aqueles que não acreditam na greve, mas em uma briga jurídica; do outro lado estão aqueles que defendem a greve como caminho prioritário para a conquista de direitos! Na contramão de tudo isto, encontra-se o governador Geraldo Alckmin que aproveita-se politicamente desse "racha", que resulta em última instância de uma falta de consciência de classe entre os docentes, para propagar o "antiesquerdismo".
No meio desse tiroteio político/ideológico, encontra-se a população, aquela que tornou-se escrava dos impasses de ambos os lados e que sofre com os resultados da inécia docente e da incompetência do governo em implementar uma política que some o melhor que os professores pode oferecer com o melhor que o Estado pode ofertar para motivar seus servidores e oferecer um serviço de qualidade à população.
