Tenho observado ao longo dos anos que aqueles que dirigem e coordenam as escolas do ensino público estadual de São Paulo advém de setores um tanto quanto dramáticos do quadro docente: aqueles formados por desanimados, desiludidos e "estropiados". Entendam-me, por favor, pois eu não faço um juízo de valor sobre os motivos pelos quais alguém se desanima ou adoece no âmbito dos trabalhos docentes. Pelo contrário, me solidarizo, pois sei o quanto as saúdes física e mental se esgotam diante da precariedade das condições de trabalho oferecidas pelo Governo do Estado de São Paulo para os profissionais da Educação. Lamento, entretanto, que posições tão estratégicas para o desenvolvimento de uma escola como uma instituição de aprendizado sejam rifadas para os indivíduos que pouco ou nada têm a oferecer para estas áreas para as quais estão sendo "remanejados". Parodiando, é como se pegássemos de um time de futebol os jogadores mais desmotivados e doentes e os colocássemos para desenvolver as funções de técnico e presidente do clube. Diante desse quadro, a habilidade dos melhores jogadores cairia por terra.
Com isto, quero sugerir que além dos problemas tradicionais que todas as escolas possuem, assistimos também gestões absurdamente desmotivantes das Escolas Estaduais. Talvez seja por isto que o ânimo e a criatividade sejam elementos encontrados apenas nos docentes que estão a pouco tempo desenvolvendo suas funções. É preciso obter o melhor que cada um pode oferecer no que diz respeito aos membros inseridos nos quadros educacionais. É indispensável, portanto, profissionalizar coordenadores e diretores, tal como ocorre em redes de Ensino sérias, tal como o SESI. Enquanto isto não ocorre, o jogo continua...






